

Nos bastidores da política local, há um capítulo recente que os velhos políticos chamam de “A Chegada dos Forasteiros”. Tudo começou quando um indivíduo oriundo do terceiro estado com maior número de emissão de passaportes falsificados para os EUA, Minas Gerais, resolveu fincar suas asas na capital do cacau. Ilhéus, com seu povo hospitaleiro, de sorriso largo e coração escancarado, foi vista como um pomar sem cerca. Um solo, considerado por ele, fértil para a maior de todas as culturas: a da imagem maquiada.
Moradores mais antigos lembram com exatidão do momento em que esse político transformou uma tragédia ambiental em trampolim. As maritacas perderam o seu lar e este vereador construiu sua casa eleitoral neste fato. Enquanto verdadeiros ambientalistas suavam para salvar a moradia das aves, ele posava para fotos e posts. As maritacas voaram e o rio cachoeira deu uma nova oportunidade ecológica para o falsário: as baronesas. Construiu ali o mito do político verde, preocupado e humano. Mas quem acompanha os debates legislativos nota que nenhum projeto estruturante de preservação saiu de sua mesa. O que saiu foram emendas, moções e holofotes. O oportunismo virou método.
A trajetória ideológica desse personagem é um daqueles fenômenos que só a física quântica explicaria: ele está à esquerda, à direita e no centro ao mesmo tempo, dependendo apenas da conveniência. Filiado ao PT por uma década, aprendeu a linguagem da falaciosa da luta social e da justiça distributiva. Depois, num passe de mágica, colou sua imagem ao Partido Verde, que viu na sua causa oportunista um cavalo de Troia eleitoral. O “verde” descobriu que o azul do União Brasil garantia mais espaço na máquina. Migrou sem alarde, sem pedir desculpas ao eleitor que o via como herdeiro da ecologia petista.
Por isso nenhum governo lhe deu uma secretaria de Meio Ambiente: não se entrega o verde a quem só sabe pintar de verde a própria ambição. O vereador não sabe nada da pasta ambienta, conhece apenas a pasta do oportunismo. E essa, felizmente, a prefeitura não dispõe. Sabe de qual vereador estou falando? Opine!