

O coração do Vale do Jiquiriçá, que já se preparava para bater forte ao som de Theuzinho, Ana Catarina, Amado Batista e Meu Canário, amanheceu em silêncio nesta semana. A promessa de aquecer a economia, gerar empregos e transformar a pequena Lagedo do Tabocal, vizinha de Itiruçu, Maracás, Planaltino, Lafaiete Coutinho e todo vale do Jiquiriçá, virou pó de fogueira apagada. E a grande vilã foi a caneta da Sufotur sob a batuta de Jerônimo Rodrigues
O prefeito Marquinhos Sena (PP), visivelmente abatido, anunciou o cancelamento das atrações principais. A justificativa já não é novidade: a Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur) simplesmente suspendeu o apoio prometido. Marquinhos usou suas redes sociais para anunciar o que ninguém queria ouvir: “Toda a estrutura estava pronta. O povo ia ter uma festa grande, renda e alegria com nomes de peso. Mas, sem o Estado, não posso comprometer o orçamento do município que vai impactar o salário do professor no remédio do posto, e muitos outros serviços essenciais”, lamentou o gestor que preferiu a responsabilidade fiscal à irresponsabilidade política de assumir sozinho a conta.
E não é por falta de empenho do deputado federal Leur Lomanto Júnior, que destinou R$ 600 mil via emenda de bancada para a Secretaria de Turismo (Setur). Valor insuficiente para bancar grandes nomes, claro, mas que serviria de âncora. O problema é que o dinheiro não cobria tudo e o Estado, mais uma vez, deixou mais município na mão.
Nos bastidores, a Sufotur acumula processos, cobranças de artistas e portais de notícias por cachês atrasados e publicidade institucional não paga. É a novela da incompetência repetida. Mas Lagedo do Tabocal descobriu a trama por trás da farsa: enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tenta vender a “nova Bahia”, a velha prática de penalizar quem não lhe deu votos segue firme.
A perversidade do gestor estadual, que perdeu a eleição na cidade para Marquinhos Sena (PP), agora se escancara ainda mais. Penalizou Ilhéus, São Francisco do Conde e, agora, condena Lagedo do Tabocal a um São João de fogueiras apagadas e economia minguada. A pergunta que ecoa no Vale do Jiquiriçá é ácida: qual será a próxima cidade a pagar o preço da vingança eleitoral disfarçada de falta de verba? Isso confirma a nova campanha milionária de Jerônimo que tenta mostra um governo de uma nova Bahia. Ele está mudando a vida das pessoas: para pior.