

A Bahia já começa a respirar o ar pesado de um ano eleitoral que promete ser um divisor de águas. Após duas décadas de domínio político ininterrupto, o estado assiste, indignado, à degradação de seus próprios alicerces. Dados oficiais comprovam: a violência explodiu, facções criminosas fincaram bandeiras onde antes reinava alguma tranquilidade. Pensemos que há 20 anos não existia tal fenômeno danoso. Mais de 900 obras públicas estão paralisadas, enquanto o atual governo insiste em assinar ordens de serviço para novas construções, num ciclo de propaganda vazia.
Em meio a esse caos administrado, a cidade de Ilhéus, berço de Jorge Amado e palco histórico de lutas políticas, torna-se espelho de uma disputa suja. Quem nunca alcançou o poder ou foi rejeitado pelas urnas, agora se agarra a qualquer artifício para desconstruir a imagem daqueles que, de fato, trabalham por Ilhéus, tentando reverter um legado de abandono.
A população precisa manter os olhos bem abertos. A temporada de notícias falsas já começou, e seus agentes estão em plena ação. De um lado, figuras sem qualquer audiência ou credibilidade, que tentam extorquir gestores sob as mais variadas ameaças que vão de processos fabricados a denúncias anônimas. Do outro, comunicadores estabelecidos, com certo reconhecimento, mas que há muito trocaram a ética pelo vale-refeição de governantes estaduais. Esses, quando percebem que as pesquisas e os números da realidade não favorecem quem lhes faz o pix no fim do mês, recorrem à velha tática: criar mundos de fantasia, torcer estatísticas, isolar frases de contexto. Constroem narrativas mentirosas, omitindo que o colapso é herança de quase duas décadas de gestões coniventes com o crime e a ineficiência.
O alvo agora é Ilhéus, cidade que começa a respirar novos ares com gestos concretos de recuperação. Mas, em ano eleitoral, o bem feito não pode ser mostrado; é preciso escondê-lo sob uma avalanche de distorções. Esses profissionais da desinformação, porém, já estão monitorados. O cerco jurídico e político se aproxima, e a surpresa virá antes do que imaginam. Quando o grande padrinho, o governo, perder as eleições em outubro, os financiadores da mentira ficarão desnudos, sem proteção nem poder de barganha. Restarão, então, apenas as máscaras caídas e os processos na Justiça.
No fim, a reflexão que fica é sobre a perversidade daqueles que transformaram a informação em mercadoria. Não possuem qualquer compromisso com a verdade, tampouco com o progresso de Ilhéus ou da Bahia. Seu único norte é o extrato bancário. Espalham pânico, semeiam dúvidas e tentam destruir reputações com a frieza de quem calcula o lucro por clique. Que a população não se deixe enganar por esses arautos do caos. Quem trabalha por uma cidade enfrenta pedra, lama e silêncio; quem vive de mentira precisa do barulho para sobreviver. E barulho, em ano eleitoral, não faltará. Mas o voto consciente é a única ferramenta capaz de calar, de uma vez por todas, esses algozes do futuro da Bahia e que estão em ilheus a espalhar mentiras.