

Na manhã desta sexta-feira (15), dezenas de estudantes ocuparam o entorno da Câmara de Vereadores de Ilhéus para reivindicar a implantação do passe livre estudantil no transporte público municipal. O protesto, que ocorreu de forma pacífica, expôs novamente uma pauta que marcou a última disputa eleitoral: a promessa de gratuidade nos ônibus para estudantes, bandeira da candidata derrotada do PT.
Fontes infiltradas no movimento apontam de que se trata de uma articulação política. De acordo com essas fontes, o partido da ex-candidata estaria utilizando a causa estudantil como plataforma para atender interesses eleitorais, fomentando a instabilidade sob a aparência de um protesto legítimo. A mesma articulação, segundo denúncias, envolveria lideranças sindicais historicamente alinhadas ao grupo que, paradoxalmente, mantém um histórico de descaso com as universidades estaduais, incluindo orçamentos insuficientes, laboratórios precários, falta de docentes e infraestrutura física comprometida das universidades estaduais. Aí os protestos fazem parte de um espiral do silêncio.
Do ponto de vista econômico, a viabilidade do passe livre estudantil esbarra em números concretos. A gratuidade para todos os estudantes da rede pública e particular elevaria o custo operacional do transporte em cerca de 25% para a população. A conta do benefício recairia sobre os ombros da população de Ilhéus, especialmente trabalhadores que já dependem do ônibus para se locomover.
O que se vê, no fim das contas, é um palco onde interesses partidários e sindicais que tentam transformar a luta legítima por direitos em ferramenta de desgaste institucional. Em ano eleitoral cada um usa a arma que tem. Uns usam a verdade e outros a narrativa pintada de vermelho e com a estrela do 13.