

Não é a primeira vez que o vereador utiliza números chamativos para gerar engajamento. Foi assim com a merenda escolar e agora ele mencionou cifras como a de “14 milhões” que supostamente seriam gastas com utensílios para divulgação da marca da prefeitura. O número que já foi desmentido por órgãos de controle e pela própria Prefeitura. A alegação, sem comprovação documental, é tratada como mais uma Fake News que circula, segundo fontes do legislativo.
Nos bastidores, a explicação para a ofensiva do vereador seria de natureza pessoal, e não fiscalizatória. Vinicius pertence ao mesmo partido do prefeito e, segundo relatos, teria reivindicado uma secretaria municipal após as eleições. O mesmo ele fez no governo Marão e a negativa gerou ataques durante os quatro anos de mandato. No caso de Valderico, o pedido não foi atendido devido a ausência de critérios técnicos e de projetos consistentes que pautassem uma boa gestão para a concessão da pasta.
A partir daí o comportamento do parlamentar mudou radicalmente. O que se viu foi uma sequência de ataques a praticamente todas as ações da administração. Das identidades visuais a licitações e programas sociais. Sempre com forte apelo nas redes sociais, onde Vinicius construiu sua reputação como “caçador de likes”.
Especialistas em ética política apontam que, embora o direito de representação ao TCM seja legítimo, o exagero retórico e a ausência de consistência jurídica em sucessivas denúncias podem caracterizar litigância de má-fé ou uso político- eleitoral do cargo.
Enquanto o TCM não se manifesta sobre o mérito da representação, Ilhéus assiste a mais um capítulo da novela política estrelada por um vereador que, segundo críticos, tem mais tempo de edição de vídeos do que de leitura da Lei Orgânica ou a apresentação de projetos que mude a vida das pessoas. Alguns juristas acreditam que a ação tem poucas chances de prosperar, diante da jurisprudência consolidada sobre marcas institucionais a exemplo do governos federal e estadual. A reportagem tentou contato com o gabinete do vereador, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.