

Em ano eleitoral, o desespero político muitas vezes veste a fantasia da indignação seletiva. Em Ilhéus, assistimos a um fenômeno digno de roteiro de suspense malfeito: a esquerda derrotada nas urnas e fragilizada no imaginário popular agora tenta transformar a Polícia Federal em cenário de lacração digital. A Operação Merenda Digna, que investiga supostas irregularidades na alimentação escolar, virou o palco improvisado para quem já está vendo a plateia das ruas silenciar.
A justiça está cumprindo o seu papel de apurar os fatos. Já a prefeitura reafirma transparência, colaboração com a Justiça e confiança na verdade dos fatos. Obras, merenda de qualidade e gestão fiscal responsável são percebidas a olho nú. Tais realizações do governo tem feito os opositores afundarem em areia movediça onde a lama já lhes chega ao pescoço. O medo de parar de respirar e morrer politicamente, atordoa e tira o sono de muita gente. Inclusive de quem disputou cargo ao executivo.
O que resta a esses “caçadores de likes”? Apelar para a judicialização com viés eleitoral. Denúncias com a consistência de casca de ovo seca foram oferecidas à 1ª Vara Criminal de Ilhéus como se fossem provas irrefutáveis. O problema é que a Justiça não é varinha de condão de oposicionista frustrado. Ela cumpre corretamente o seu papel de apuração.
Há um detalhe incômodo, porém incontornável: muitos desses denunciantes, na gestão passada, davam as mãos a ex-parceiros que saíram derrotados e severamente feridos eleitoralmente. A memória curta das redes sociais não apaga o passado recente. E a tentativa de criar um enredo de filme policial, esbarra na realidade: os verdadeiros heróis são os que estão fazendo pela população, recuperam a autoestima da cidade e honram o dinheiro público sem alarde.
Brincar com a boa-fé das pessoas, espalhar falsas narrativas e transformar investigação legítima em factóide político pode gerar consequências legais e políticas graves.
Alguns são apenas figurantes de um teatro do fracasso, tentando transformar um inquérito em like, e um like em salvação eleitoral. Não funcionou nas urnas. Não funcionará na Justiça. Restará aos aventureiros a lei punitiva. E à cidade, a paz de quem já viu o pior e agora constrói o melhor.